LIBERTÁRIA
(uma página interpessoal)

~*~
* A PRESENT AÇÃO *

"SEJAMOS REALISTAS, EXIJAMOS O IMPOSSÍVEL"

BEM VINDO!

Esta página tem como ideário divulgar mensagens libertárias e de dimensões da cultura popular, particularmente, a periférica/suburbana e excluída dos meios de comunicação de massa.
Sua orientação é o ideário ANARQUISTA em sua dimensão sociocultural LIBERTÁRIA.

"... só faltam as flores que não vejo ..."


~~~~~~*~~~~~~

* NOTÍCIAS *
Saudações LIBERTÁRIAS.
Como é perceptível ... a página ficou sem atualizações por um longo tempo. Apesar do enorme desejo de atualizá-la, não conseguimos realizar esta ação. Nosso tempo foi absolvido por situações não desejadas (contra as quais lutamos) e por momentos que desejamos eternizar. Por um lado, nosso tempo foi consumido pelos grilhões do maldito trabalho (este indesejável); por outro, o nosso tempo foi eternizado pelas desejáveis relações humanas que constituem nosso cotidiano (individual e coletivo), pelas ações de transformação (nossa e dos outros) e pelo estudo.
Até pensamos em “apagar” a página ... no entanto, além do autoritarismo deste gesto, a utopia (como contraponto à realidade) em atualizá-la manteve a LIBERTÀRIA “no ar” (mesmo sem atualizações).
Agradecemos todas as mensagens recebidas e a paciência de todos.

Uma outra razão para não realizamos as atualizações é porque também estamos procurando construir novas formas de comunicaçãoe ocupar diferentes espaços. Novas maneiras de comunicação e espaços que permitam uma participação e interação mais direta dos que desejam oferecer suas contribuições e críticas.
A Libertária agora pode ser encontrada no ORKUT com o mesmo nome. A Comuna (Libertária) é composta por Fóruns de debates, denominados por nós como Sarais.
Todas e todos podem participar de modo mais direto. Assim, além de trocarmos idéias podemos estabelecer de modo mais direto laços de coletividade, solidariedade, amizade e amor.

A COMUNIDADE (COMUNA) LIBERTÁRIA tem o seguinte endereço:
http://www.orkut.com/Community.aspx?cmm=6104028

Esperamos você também lá. Caso não possua acesso ao ORKUT: entre em contato conosco através do link no final desta página: Deixe suas idéias livres ...


~~~~~~*~~~~~~

* AÇÃO DIRETA *

FÓRUM SOCIAL E O FIM DA UTOPIA – SERÁ?
Cada vez mais aumenta a participação de presidentes e dirigentes com suas diretrizes no Fórum Social. Uma das discussões presentes e destacada pela “imprensa” é a necessidade do evento em apresentar caminhos realistas e possíveis de serem concretizadas. Afirmam alguns que não podemos ser utópicos, sendo preciso também evitar o caráter “Wodstock” e festivo do Fórum. Para esses é preciso desenvolver um evento que oriente políticas sérias e realistas no sentido de contribuir com os governos, entidades e todos os que desejam “um mundo melhor”. A “imprensa” deu destaque também ao grande interesse causado pela participação dos presidentes Lula e Hugo Chaves.
No entanto, pensamos o oposto disso tudo. Acreditamos que a utopia é uma forma de contraposição ao capitalismo e às suas estruturas de poder que criam a idéia da realidade atual ser um fato consumado. Não queremos fugir da realidade ... porém, desejamos mudá-la a partir de utopias transformadoras e não de diretrizes conformadoras. Diretrizes que impõem uma visão da realidade atual como algo concreto sem influencia da ação humana. Michel Foucault permite pensar que a realidade é uma construção: “A ordem é ao mesmo tempo aquilo que se oferece nas coisas como sua lei interior,a rede secreta segundo a qual elas se olham de algum modo umas às outras e aquilo que só existe através do crivo de um olhar, de uma atenção, de uma linguagem ...” (FOUCAULT, M. As Palavras e as Coisas. São Paulo, Martins Fontes: p. 9-12).
Não ... não estamos pensando que a realidade não exista, mas sim que atuamos sobre ela e a recriamos. Então ... porque não sermos utópicos e lutarmos para mudar a realidade? “Que coerência é essa – que se vê logo não ser nem determinada por um encadeamento a priori e necessário, nem imposta por conteúdos imediatamente sensíveis?” (FOUCAULT). Acreditamos que é necessário reviver uma das idéias do famoso maio de 1968: "SEJAMOS REALISTAS, EXIJAMOS O IMPOSSÍVEL".
Quanto ao combate ao caráter “Wodstock” e festivo do evento destacado pela “imprensa” ... vale sempre lembrar de uma frase do contexto das idéias da Reich “sem revolução sexual não há revolução social”. Nesta mesma linha e pensando em 2005 (sem esquecer de pensar no o passado e no futuro) segue algumas frases extraídas dos “Escritos Revolucionários” - Enrico Malatesta (veja parte do texto na seqüência) que respondem bem aos que não desejam ações libertárias. Acreditamos que os trechos que seguem deveriam ser lidos não como leis, enunciados e princípios rígidos, mas como fontes de inspiração e reflexão:
“Nosso ideal não é daqueles cuja plena realização depende do indivíduo considerado de modo isolado. Trata-se de mudar o modo de viver em sociedade: estabelecer entre os homens relações de amor e solidariedade ...”

“Numa palavra, devemos ser inspirados e guiados pelo sentimento de amor pelos homens, todos os homens.
Parece-nos que este sentimento de amor é o fundo moral, a alma do nosso programa. Somente concebendo a revolução como a maior alegria humana, como libertação e fraternização dos homens – qualquer que haja sido a classe ou o partido aos quais eles pertencem – que nosso ideal poderá se realizar.”

“Segundo nosso ponto de vista, tudo o que tende a destruir a opressão econômica e política, tudo o que serve para elevar o nível moral e intelectual dos homens, para lhes dar consciência de seus direitos e de suas forças, e para persuadi-los a fazer uso deles, tudo o que provoca o ódio contra o opressor e suscita o amor entre os homens, aproxima-nos de nosso objetivo”.

“O ódio não produz o amor, e com o ódio não se renova o mundo. A revolução pelo ódio seria um fracasso completo ou então engendraria uma nova opressão, que poderia se chamar até mesmo anarquista, assim como os homens de Estado atuais se dizem liberais, mas nem por isso deixaria de ser uma opressão e não deixaria de produzir os efeitos que toda a opressão causa”.

“Desejamos para todos pão, liberdade, amor e saber.
Para isso, estimamos necessário que os meios de produção estejam à disposição de todos e que nenhum homem, ou grupo de homens, possa obrigar outros a obedecerem à sua vontade, nem exercer sua influência de outra forma senão pela argumentação e pelo exemplo.”

“É por amor aos homens que somos revolucionários ...”



~~~~~~*~~~~~~

* O PENSAMENTO SE CONSOME ONDE A ESTRELA NÃO VAI – I *
Quem ainda não leu no “Meu livro de visitas” vale ler todas as mensagens enviadas. Nesta edição destacamos duas mensagens que reproduzimos à seguir (sem a autorização dos seus autores). A primeira escrita por Stefania Heren intitulamos como “Se não você(s) quem?” e a segunda por Rafael Bruno denominamos “Um dia”. O conteúdo provoca o desejo de ser livre.
~ “SE NÃO VOCÊ (S) QUEM?” ~
(Stefania Heren)
“(...)ao reler os artigos, senti assim como Kafka: ...Como se algo tivesse me mordido, ferido... Como se eu estivesse sido despertada violentamente com uma pancada na cabeça...Como se uma picareta agisse dentro do mar gelado que tenho dentro de mim...
Você escreveu que devemos pensar o mundo...o homem...a sociedade.
Quando pensamos na sociedade, pensamos em uma sociedade MAIS justa. O problema está no MAIS, pois ele não nos permite mudar...Devemos pensar em uma SOCIEDADE JUSTA. Devemos pensar em uma sociedade constituída de uma outra forma.
E não é somente as flores que não vejo...
Há dias transito pelas ruas e vejo pessoas que enxergam, mas se permitem ficar cegas pela indiferença que tem com a fome...com a miséria...
Dia 15 de maio (sábado), foi o dia das assistentes sociais (futuramente me tornarei uma), no entanto não me permitirei a dar e receber os parabéns, como vi, li, etc. Parabéns, por que? Para que?...Por trabalhar com a pobreza, com desigualdade, com o desespero, com a falta de humanidade? Parabéns por nos sentirmos impotentes diante da injustiça social? Parabéns, por selecionarmos entre os “pobres”, os mais ‘miseráveis” para “incluirmos” nas políticas públicas com as quais trabalhamos?
Não, não é somente as flores que eu não vejo...
Apesar de ver a reprodução deste sistema imundo, acredito nos sonhos que temos escondidos. Acredito na utopia do impossível. Acredito na mudança coletiva, basta desejarmos, pensarmos, trabalharmos...juntos.
Vejo os grupos mais abastados (diga-se burguesia) que nos intruja suas ideologias e nos aprisionam com seus grilhões. E nós pelo cansaço do “cotidiano capitalista” ao optarmos pelo descanso do corpo não nos permitimos pensar numa solução diferente, que nos conduza a LIBERTAÇÃO.
Não é somente as flores que não vejo... mas insisto em enxergá-las, insisto na mudança...insisto em abrirmos as caixas das mentiras, insisto não mais esperarmos a esperança...insisto em sermos realistas e desejarmos o impossível...
E assim como o Elvis do MTST do Anita Garibaldi escreveu: ‘Somos todos artistas da Revolução’... E, eu vou um pouco mais além...
Somos as flores que brotam na primavera do Che, o outono ou inverno não poderá nos deter...Somos os que gritam diante da placa do silêncio...Somos os que falam das marcas e das mágoas do que somos agora...Somos aqueles que queremos o mundo... Somos o mundo que queremos agora....Somos os que inalam o cheiro da pólvora...Somos aqueles que preferem o cheiro das rosas...Somos a Revolução sem o R, apesar de precisarmos dela por inteiro...Somos os que perguntamos:
Se não você (s) quem?
Se não agora, quando?
LIBERTE-SE dos seus grilhões, da servidão, se deixe ser conduzido pela sublimidade das almas simples, cujos princípios estão gravados em todos os corações. Para conhecer suas leis basta voltar-se para si mesmo e ouvir a voz da consciência no silêncio das paixões (Por Rousseau)...” (Stefania Heren)

“UM DIA”
(Rafael Bruno)
“Fica proibido o uso da palavra liberdade, a qual será suprimida dos dicionários e do pântano enganoso das bocas. A partir deste instante a liberdade será algo vivo e transparente como um fogo ou um rio, e a sua morada será sempre o coração do homem.’ Thiago de Mello
Liberdade de verdade, o que tenho dentro de mim. Liberdade de verdade, meus pensamentos, minhas ações libertárias. O que eu penso, o que eu sei, o que eu desejo, ah... isso ‘eles’ não podem tomar, um dia ‘eles’ vão ver que o Ser Humano precisa viver, e que dinheiro não se come.” (Rafael Bruno)
~~~~~~*~~~~~~

* O PENSAMENTO SE CONSOME ONDE A ESTRELA NÃO VAI – II *
O trecho a seguir foi escrito em 1892 por Enrico Malatesta. Ele interessa especialmente para aqueles que na atualidade pregam o fim das utopias, a frieza das relações humanas e combatem a alegria.
Antes segue uma biografia sobre seu autor escrita por Vernon Richards – Malatesta, Vida e Idéias e Artigos Políticos.
“Enrico Malatesta nasceu em 14 de dezembro de 1853 na pequena cidade de Santa Maria de Capua Vetere, na província de Caserta. Seu pai, “um homem de idéias liberais”, segundo Luigi Fabbri, era um rico proprietário de terras.
Aos 14 anos de idade, Malatesta inicia sua atividade política ao protestar contra uma injustiça local, através de carta que envia ao rei Vittorio Emmanuele II, considerada por Fabbri como “insolente e ameaçadora”. As autoridades levaram a sério e ordenaram sua prisão, em 25 de março de 1868. Seu pai conseguiu libertá-lo recorrendo a amigos. Dois anos mais tarde (1870), segundo angiolini, ele foi novamente preso em Nápoles, por liderar uma manifestação e “suspenso” por um ano da Universidade de Nápoles, onde estudava medicina.
No ano de 1871, Errico adere à Internacional, por influência de Fanelli e Palladino. Ingressa na seção napolitana da Associação Internacional dos Trabalhadores, onde inicia uma nova fase de atividades. Anos mais tarde descreveria a vida de um militante naqueles dias de “entusiasmo”, quando os internacionalistas estavam “sempre dispostos a qualquer sacrifício pela causa e estavam animados pelas mais arrebatadas esperanças”.
“Todos entregavam para a propaganda tudo o que podiam, e também o que não podiam, pois quando o dinheiro escasseava, vendiam tranqüilamente os objetos de suas casas, aceitando com resignação as censuras das respectivas famílias. Pela propaganda esquecíamos o trabalho e os estudos! Enfim, a Revolução estava a ponto de eclodir a qualquer momento, e teria arrumado tudo. Alguns acabavam com freqüência na cadeia, todavia, saíam dali com mais energias do que antes: as perseguições não tinham outro efeito senão consolidar nosso entusiasmo. É verdade que as perseguições daquele momento eram fracas comparadas com as que viriam mais tarde. Naquela época, o regime saído de uma série de revoluções: e as autoridades, rígidas desde o início com os trabalhadores, em particular no campo, mostravam certo respeito pela liberdade na luta política, uma espécie de indisposição parecida com a dos governantes austríacos e a dos Bourbons, que, todavia, se desfez tão rápido quanto se consolidou o regime, e a luta pela independência nacional foi relegada a um segundo plano”.
Nessa época, Malatesta se dedica de corpo e alma à Federação Italiana, e colabora com Carlo Cafiero em L’Ordine e La Campana de Nápoles, tendo abandonado seu curso de medicina.
Em 1872, por ocasião do Congresso de Saint-Imier, conhece Bakunin e participa dos trabalhos da Aliança. Ouçamos a comovente descrição do primeiro encontro de Malatesta com Bakunin, feita pelo primeiro, em 1926, aos 73 anos de idade:
“... e assim fui para a Suíça com Cafiero. Encontrava-me enfermo, cuspia sangue e tinha em mente a idéia de que estava tuberculoso...
Enquanto atravessava à noite o Gotardo (naquela época ainda não havia o túnel, sendo necessário atravessar a montanha coberta de neve em diligência) resfriei-me e cheguei à casa de Zurique, onde vivia Bakunin, tiritando de febre.
“Depois das primeiras saudações, Bakunin me preparou uma cama e me convidou – ou melhor, me forçou – a deitar-me, cobriu-me com todos os cobertores que pôde encontrar e insistiu para que eu descansasse e dormisse. Tudo isso com um cuidado e uma ternura maternal que me chegaram diretos ao coração.
“Quando me encontrava envolto nos cobertores e todos pensavam que eu dormia, ouvi Bakunin dizer coisas admiráveis sobre mim e comentava melancolicamente: “É uma pena que tenha ficado tão enfermo, em breve o perderemos; não lhe restam sequer seis meses!”
Entre as influências que determinaram o desenvolvimento de Malatesta, a de Bakunin foi a mais importante. Errico se refere a ele como: “O grande revolucionário, aquele a quem todos nós vemos como nosso pai espiritual”. Sua maior qualidade era a capacidade de “comunicar fé, desejo de ação e sacrifício a todos aqueles que tinham a oportunidade de encontrá-lo. Costumava dizer que era preciso ter o diabo no corpo, e sem dúvida o tinha em seu corpo e sua mente”.
Em 1873, Malatesta passa sem motivo seis meses na prisão em Trani, e atrai a simpatia do diretor pelo interesse de suas discussões.
No ano seguinte eclodem os movimentos insurrecionais preparados por Bakunin e Cafiero. A polícia, advertida, faz fracassar esses movimentos. Malatesta se encontra em Pouilles, foge numa carroça de feno, mas é reconhecido, preso e novamente encarcerado na prisão de Trani. No processo, em 1875, a propaganda pela Internacional não cessa e ele é absolvido. Junta-se então a Bakunin e Cafiero na Suíça. Nesse mesmo ano, 1875, apesar dos conselhos de Bakunin, parte para a Hungria a fim de participar da insurreição de Herzegovina contra os turcos. É preso e entregue à polícia italiana.
Em 1877, Malatesta e Cafiero preparam o movimento “o bando de Benevento”. Angariam dinheiro, encontram-se com Kropotkin, sem resultado. Finalmente Cafiero vendo o que lhe restava de bens. Esse movimento tinha um valor de exemplo. O revolucionário russo, Sergei Stepniak, dele participou. Apesar da ação da polícia, Cafiero, Stepniak e Malatesta, assim como uns trinta internacionalistas, armados, bandeira vermelha à frente, tomaram a vida de Lentino. Foram distribuídas armas à população, os documentos oficiais queimados. Em seguida, foram a Gallo. Em todos os lugares faziam discursos, a população escutava, mas não participava. O exército interveio, a situação era desesperadora, Malatesta e Cafiero, ainda que sabendo como fugir permaneceram in loco e foram presos. A aventura durou doze dias, um policial foi morto, um outro foi ferido.
No processo, todos declararam ter disparado contra os policiais, mas o júri os absolveu.
Malatesta volta a Nápoles em 1878 e é constantemente vigiado pela polícia. Gasta sua herança em propaganda. Parte por um tempo para o Egito. Lá, o cônsul italiano o expulsa para Beirute, o de Beirute o envia para Esmirna. A bordo de um navio francês, torna-se amigo do capitão, que o conserva no navio até a Itália. Em Livorno, a polícia quer prendê-lo, mas o capitão se recusa a entregá-lo. Finalmente, Malatesta desce para Marselha e, dali, vai para Genebra onde ajuda Kropotkin a publicar Le Revolté. Expulso, dirige-se à Romênia, em seguida, à França (1879). De novo expulso, vai para a Bélgica, depois para Londres. Fixa-se, enfim, em Londres, onde trabalha como vendedor de sorvetes e de bombons antes de abrir uma nova oficina mecânica.
Empreende várias viagens clandestinas à França, Bélgica, Espanha, Itália. Incógnito na Itália polemiza com Merlino em L’Agitazione, em conseqüência da passagem deste ao parlamentarismo. Graças a isso Merlino não é seguido por quase nenhum anarquista italiano. Malatesta ataca os individualistas e os marxistas, o esponteneísmo de Kropotkin, insiste “sobre a necessidade de organizar o anarquismo em partido e propaga, pela primeira vez na Itália, o método sindical e a ação direta operária”. O jornal era apreciado mesmo por seus adversários. Preso de novo por agitações sociais é enviado para a prisão da ilha de Nistica, depois para a de Lampedusa. Foge com dois camaradas em 1899, alcança Malta, Londres, em seguida Paterson nos Estados Unidos. Lá, dá continuidade à publicação do jornal La Questione Sociale. Profere conferências, redige Il nostro programma, vai a Cuba e retorna a Londres (1900). Retoma sua oficina mecânica (e de eletricidade) no bairro de Islingston. Publica vários jornais: L’Internazionale, Lo Schiopero Generale, etc. Participa do Congresso Internacional de Amsterdã, em 1907, onde se opõe a Monatte sobre a questão sindicalista.
Em 1913, vai à Itália, encontra-se com Mussolini, diretor do jornal Avanti (jornal operário mais importante). Acalma as querelas pessoais entre os anarquistas, entra em contato com as outras organizações revolucionárias, faz conferências, encoraja os sindicalistas (1914).
Em Ancona, durante as manifestações antimilitaristas das quais participava Malatesta, a polícia dispara, o povo se apodera da cidade. Os sindicatos decretam a greve geral. É a “semana vermelha”. Porém, o exército intervém. Mussolini apóia o movimento em palavra, mas nada faz. Malatesta foge não sem declarar: “Continuaremos a preparar a revolução libertadora que deverá assegurar a todos a justiça, a liberdade e o bem-estar”.
Volta uma vez mais para Londres onde critica, entre outros, Kropotkin, por ter se manifestado a favor da guerra. Em 1919, regressa uma vez mais à Itália, onde é recebido em Gênova por uma multidão. Inicia uma série de conferências sobre a necessidade da revolução. O jornal tradicional italiano Corriere de la Sera, a 20 de janeiro de 1920, retrata-o como se segue: O anarquista Malatesta é hoje uma das maiores personagens da vida italiana. As multidões das cidades correm a seu encontro, e só não lhe entregam as chaves das portas, como era o costume outrora, unicamente porque não há mais chaves nas portas.
Inicia, então, negociações com os socialistas para fazer a revolução. A polícia tenta provocar desordens e assassina-lo. Apesar dos obstáculos legais, Umanità Nova, jornal de Malatesta, tem uma tiragem inicial de 50.000 exemplares. Impulsiona a União Sindicalista Italiana (U.S.I.) de influência anarquista.
Em 1920, em Ancona, eclode uma insurreição e as fábricas são ocupadas. Mas, o movimento é traído pela atitude dos social-democratas da C.G.T. que devolvem as fábricas.
Após um encontro anarquista na cidade de Bolonha, em que Malatesta toma a palavra, eclodem incidentes, há vítimas e feridos do lado dos operários e da polícia. Malatesta e equipe do Umanità Nova são presos. Os protestos se multiplicam, ocorrem atentados fascistas.
O fascismo, financiado pela burguesia, ajudado pelo governo, avança. Em contrapartida, Malatesta favorece a formação dos grupos armados.
Em julho de 1922, a greve geral é proclamada pela Aliança do Trabalho (união de diversos sindicatos sobre o impulso de Malatesta), mas o fascismo a dizima pela força. Em seguida, em outubro, acontece a “marcha sobre Roma”, e a sobre a praça Cavour os fascistas queimam um retrato de Malatesta. Umanitá Nova é proibido. Malatesta, aos sessenta e nove anos, retoma sua profissão de eletricista. A polícia o vigia em todos os seus movimentos.
Em 1924, surge Pensiero e Volontà. O fascismo, em seu começo, permite a liberdade de imprensa, mas a censura se faz cada vez mais severa até a proibição da revista em 1926. A oficina de malatesta é destruída pelos fascistas. É obrigado a sobreviver da ajuda dos camaradas, assim como sua companheira, Elena Mulli e a filha desta última, Gemma.
Sua saúde se debilita. Ele consegue enviar artigos para Le Réveil de Genebra e L’Adunata Del Refratari de Nova Iorque. Os ataques brônquio-pulmonares se sucedem. Malatesta morre em 22 de julho de 1932.” Apud. Vernon Richards – Malatesta, Vida e Idéias e Artigos Políticos.
Leia a seguir a parte do texto “ESCRITOS REVOLUCIONÁRIOS” - Enrico Malatesta, retirado da Biblioteca Virtual http://www.coletivocaos.hpg.ig.com.br/textos/an15.htm que possui vários a íntegra do textos a seguir e de outros fundamentais para pensar o mundo, o homem, a sociedade e a anarquia.
“UM POUCO DE TEORIA”
1892
“Sopra um vento de revolta em todos os lugares. A revolta é aqui a expressão de uma idéia, lá o resultado de uma necessidade; com mais freqüência ela é a conseqüência de uma mistura de necessidades e de idéias que se engendram e se reforçam umas às outras. Ela se desencadeia contra a causa dos males ou a ataca de modo indireto, ela é consciente e instintiva, humana ou brutal, generosa ou muito egoísta, mas de qualquer modo, é a cada dia maior e se amplia incessantemente.
É a marcha da história. É, portanto, inútil perder tempo a lamentar quanto aos caminhos que ela escolheu, pois estes são traçados por toda a evolução anterior.
Mas a história é feita pelos homens. Tendo em vista que não queremos permanecer simples espectadores indiferentes à tragédia histórica, que queremos participar com todas as nossas forças das escolhas dos eventos que nos parecem mais favoráveis à nossa causa, é-nos preciso um critério que sirva de guia na apreciação dos fatos que se desenrolam, sobretudo para poder escolher o posto que devemos ocupar na batalha.
O fim justifica os meios. Denegriu-se muito esta máxima: ela é, entretanto, uma regra universal de conduta. Seria melhor dizer: todo fim requer seus meios, visto que a moral deve ser buscada no objetivo, os meios são fatais.
Uma vez determinado o objetivo que se quer atingir, voluntária ou necessariamente, o grande problema da vida consiste em encontrar o meio que, segundo as circunstâncias, conduzirá de forma mais segura e econômica ao objetivo fixado. O modo como se resolve o problema – desde que isso dependa da vontade humana – determina que um homem ou um partido atinja ou não seu objetivo, sirva sua causa ou, sem querer, a do inimigo. Encontrar o bom meio, tal é o segredo dos grandes homens e dos grandes partidos que deixaram marcas na história.
O objetivo dos jesuítas é, para os místicos, a glória de Deus, para os outros a glória da Companhia. Eles se esforçam, portanto, em embrutecer as massas, aterrorizá-las e subjugá-las.
O objetivo dos jacobinos e de todos os partidos autoritários – que pensam estar de posse da verdade absoluta – é impor suas idéias à massa dos profanos. Eles devem, portanto, se esforçar para tomar o poder, dominar as massas e coagir a humanidade a sofrer as torturas de suas concepções.
Quanto a nós, o problema é diferente: nosso objetivo sendo muito distinto, nossos meios devem sê-lo da mesma forma.
Nós não lutamos para tomar o lugar dos exploradores, tampouco para o triunfo de uma abstração vazia. Nada temos de comum com o patriota italiano que dizia: “Que importa que todos os italianos morram de fome se a Itália se torna grande e gloriosa!”; tampouco com o camarada que reconhecia ser-lhe indiferente que se massacrassem três quartos da humanidade, desde que a humanidade fosse livre e feliz.
Nós desejamos a liberdade e o bem-estar de todos os homens, de todos os homens sem exceção. Queremos que cada ser humano possa se desenvolver e viver do modo mais feliz possível. E acreditamos que esta liberdade e este bem-estar não poderão ser dados nem por um homem, nem por um partido, mas todos deverão descobrir neles mesmos suas condições, e conquistá-las. Consideramos que somente a mais completa aplicação do princípio da solidariedade pode destruir a luta, a opressão e a exploração, e a solidariedade só pode nascer do livre acordo, da harmonização espontânea e desejada dos interessados.
Segundo nosso ponto de vista, tudo o que tende a destruir a opressão econômica e política, tudo o que serve para elevar o nível moral e intelectual dos homens, para lhes dar consciência de seus direitos e de suas forças, e para persuadi-los a fazer uso deles, tudo o que provoca o ódio contra o opressor e suscita o amor entre os homens, aproxima-nos de nosso objetivo e é, portanto, um bem, sujeito a um cálculo quantitativo a fim de obter, com uma dada força, o máximo de efeito positivo. Ao contrário, o mal consiste no que está em contradição com nosso objetivo, tudo o que tende a conservar o Estado atual, tudo o que tende a sacrificar, contra a sua vontade, um homem ao triunfo de um princípio.
Nós queremos o triunfo da liberdade e do amor.
Devemos, todavia, renunciar ao emprego de meios violentos? De forma alguma! Nossos meios são aqueles que as circunstâncias nos permitem e nos impõem.
Evidentemente, não queremos tocar sequer num fio de cabelo de alguém, enxugando as lágrimas de todos, sem fazer verter nenhuma. Mas é necessário combater no mundo tal como ele é, sob pena de permanecermos sonhadores estéreis.
Virá o dia, estamos intimamente persuadidos, em que será possível fazer o bem aos homens sem fazer o mal, nem a si mesmo, nem ao próximo; mas hoje é impossível. Mesmo o mais puro e o mais dócil dos mártires, aquele que se deixaria levar ao cadafalso pelo triunfo do bem, sem resistir, abençoando seus perseguidores como o Cristo da lenda, mesmo ele faria mal. Além do mal que ele faria a si mesmo, mas é assim, faria verter lágrimas amargas a todos aqueles que o amassem.
Trata-se, portanto, sempre, em cada ato, de escolher o menor mal, tentar fazer o mínimo de mal pela maior quantidade de bem possível.
A humanidade arrasta-se penosamente sob o peso da opressão política e econômica; ela é embrutecida, degenerada e morta (nem sempre de forma lenta) pela miséria, pela escravidão, pela ignorância e seus efeitos. Esta situação é mantida por poderosas organizações militares e policiais, que respondem pela prisão, pelo cadafalso e pelo massacre a toda tentativa de mudança. Não há meios pacíficos, legais, para sair desta situação. É natural, porque a lei é feita pelos privilegiados para defender expressamente seus privilégios. Contra a força física que barra o caminho, não há outra saída para vencer senão a força física, a revolução violenta.
Sem nenhuma dúvida, a revolução produzirá numerosas infelicidades, muitos sofrimentos; mas, mesmo que ela produzisse cem vezes mais, seria uma bênção em relação a todas as dores hoje engendradas pela má formação da sociedade.
Sabe-se que numa única batalha morrem mais pessoas do que na mais sangrenta das revoluções; que milhões de crianças morrem anualmente muito cedo, por falta de cuidados; que milhões de proletários morrem a cada ano, prematuramente, em conseqüência da miséria. Conhece-se a vida raquítica, sem alegrias e sem esperanças que leva a maioria dos homens. Mesmo os mais ricos e os mais poderosos são menos felizes do que poderiam ser numa sociedade igualitária. Este estado de coisas perdura desde tempos imemoriais. Isto duraria, portanto, sem a revolução que combate resolutamente os males em suas raízes e pode colocar de uma vez por todas a humanidade no caminho de seu bem-estar.
Boas-vindas, portanto, à revolução: cada dia de atraso inflige à humanidade mais uma enorme massa de sofrimentos. Esforcemo-nos e trabalhemos para que ela chegue rapidamente e consiga acabar para sempre com todas as opressões e explorações.
É por amor aos homens que somos revolucionários: não é nossa culpa se a história nos obriga a esta dolorosa necessidade.
Portanto, para nós anarquistas, ou pelo menos (visto que as palavras são, em definitivo, convencionais) entre os anarquistas que pensam como nós, todo ato de propaganda ou de realização, pelo discurso ou pelos fatos, individual ou coletivo, é bom se lhe assegura o apoio consciente das massas e lhe dá caráter de libertação universal; sem estes aspectos poderia ocorrer uma revolução, mas não a que desejamos. É principalmente no fato revolucionário que é preciso utilizar os meios econômicos, pois o gasto se dá em vidas humanas.
Conhecemos bem as condições materiais e morais dolorosas em que se encontra o proletariado para nos explicarmos os atos de ódio, de vingança, e até mesmo de ferocidade, que poderão ocorrer. Compreendemos que haverá oprimidos que – tendo sido sempre tratados pelos burgueses com a mais ignóbil dureza e tendo sempre visto que tudo é permitido para o mais forte – dirão um dia depois de se terem tornado os mais fortes: “Ajamos também como burgueses”. Compreendemos que isso possa ocorrer, na febre da batalha, em naturezas generosas, mas necessitadas de preparação moral – muito difícil de adquirir nos dias de hoje – que podem perder de vista o objetivo a ser alcançado, tomem a violência como um fim em si e se deixem levar por atos selvagens.
Uma coisa é compreender, outra coisa perdoar certos fatos, reivindicá-los, ser solidário com eles. Não podemos aceitar, encorajar e imitar tais atos. Devemos ser resolutos e enérgicos, mas devemos igualmente nos esforçar em nunca ultrapassar os limites necessários. Devemos fazer como o cirurgião que corta o que é preciso, evitando sofrimentos inúteis. Numa palavra, devemos ser inspirados e guiados pelo sentimento de amor pelos homens, todos os homens.
Parece-nos que este sentimento de amor é o fundo moral, a alma do nosso programa. Somente concebendo a revolução como a maior alegria humana, como libertação e fraternização dos homens – qualquer que haja sido a classe ou o partido aos quais eles pertencem – que nosso ideal poderá se realizar.
A rebelião brutal certamente aparecerá e poderá servir, também, para dar o grande empurrão, o último empurrão que deverá derrubar o sistema atual; mas se ela não encontra o contrapeso dos revolucionários que agem por um ideal, tal revolução devorará a si mesma.
O ódio não produz o amor, e com o ódio não se renova o mundo. A revolução pelo ódio seria um fracasso completo ou então engendraria uma nova opressão, que poderia se chamar até mesmo anarquista, assim como os homens de Estado atuais se dizem liberais, mas nem por isso deixaria de ser uma opressão e não deixaria de produzir os efeitos que toda a opressão causa.”


~~~~~~*~~~~~~

* SITES LIBERTOS E/OU COM BIBLIOTECAS E ACERVOS VIRTUAIS*
Indicamos:
- http://www.coletivocaos.hpg.ig.com.br/
- http://www.sitinn.hpg.ig.com.br/principal.htm
- http://sppunkrock.vilabol.uol.com.br
- http://www.culturabrasil.pro.br/
- http://www.coletivolibertario1936.hpg.ig.com.br/
- http://www.coletivolibertario1936.kit.net
- http://www.rtardem.hpg.ig.com.br/
- http://nodo50.org/sabotagem/biblioteca.php
- www.manuchao.net
- http://www.katumbiexpress.zik.mu
- http://www.fahrenheitconcerts.fr.st”
- http://www.euclidesdacunha.org/
- http://www.antropologia.com.br/
- http://www.fflch.usp.br/bem-vindo/
- http://www.novae.inf.br/projeto.htm
- http://www.facom.ufba.br/monica_david/lista_a.html
~~~~~~*~~~~~~

* MÚSICA, POESIA ... *
Para 2005 desejamos que você faça o que goste e goste do que faça ... o máximo possível e impossível. Porém, lembre: “No todo lo que es oro brilla”

“Me Gustas Tu”
(Manu Caos)
“(...) Me gustan los aviones, me gustas tu.
Me gusta viajar, me gustas tu.
Me gusta la mañana, me gustas tu.
Me gusta el viento, me gustas tu.
Me gusta soñar, me gustas tu.
Me gusta la mar, me gustas tu.

Que voy a hacer, je ne sais pas.
Que voy a hacer, je ne sais plus.
Que voy a hacer, je suis perdu.
Que horas son, mi corazón.

Me gusta la moto, me gustas tu.
Me gusta correr, me gustas tu.
Me gusta la lluvia, me gustas tu.
Me gusta volver, me gustas tu.
Me gusta marijuana, me gustas tu.
Me gusta colombiana, me gustas tu.
Me gusta la montaña, me gustas tu.
Me gusta la noche, me gustas u.

Que voy a hacer, je ne sais pas.
Que voy a hacer, je ne sais plus.
Que voy a hacer, je suis perdu.
Que horas son, mi corazón.

Doce un minuto

Me gusta la cena, me gustas tu.
Me gusta la vecina, me gustas tu.
Radio
Me gusta su cocina, me gustas tu.
Un minuto
Me gusta camelar, me gustas tu.
Me gusta la guitarra, me gustas tu.
Me gusta el reggae, me gustas tu.

Que voy a hacer, je ne sais pas.
Que voy a hacer, je ne sais plus.
Que voy a hacer, je suis perdu.
Que horas son, mi corazón.

Me gusta la canela, me gustas tu.
Me gusta el fuego, me gustas tu.
Me gusta menear, me gustas tu.
Me gusta la Coruña, me gustas tu.
Me gusta Malasaña, me gustas tu.
Me gusta la castaña, me gustas tu.
Me gusta Guatemala, me gustas tu.

Que voy a hacer, je ne sais pas.
Que voy a hacer, je ne sais plus.
Que voy a hacer, je suis perdu.
Que horas son, mi corazón.

A la bin, a la ban a la bin bon ba
A la bin, a la ban a la bin bon ba
Obladi Obladá Obladidada
A la bin, a la ban a la bin bon ban

No todo lo que es oro brilla
Remedio chino infalible”
~*~

~~~~~~*~~~~~~
* DICAS: LER, OUVIR, VER, PENSAR E AGIR *

- CISCATI, Márcia Regina. Malandros da Terra do Trabalho – malandragem e boemia na cidade de São Paulo (1930-1950). São Paulo; Annablume/Fapesp, 2000”. – 25,00.
(Você compra este livro solicitando pelo e-mail: ciscati@uol.com.br – o mesmo deste site )

- Errico Malestesta & Luigi Fabbri. Anarco Comunismo Italiano. Luta Libertária/Coletivo Editorial. – 20,00
(Você pode comprar este livro e outros com Agenor do Coletivo Libertário 1936: agenorwinter@estadao.com.br )

- SANTOS, Carlos José F. Nem Tudo Era Italiano – São Paulo e Pobreza (1890/1915). São Paulo: Annablume/Fapes, 2003 (2 Edição). – 25,00.
(Você compra este livro solicitando pelo e-mail: carlos.josee@uol.com.br – o mesmo deste site )
~*~


~~~~~~*~~~~~~
* AÍ? BELEZA! *
Como ficamos fora do ar: valeu pelas palavras e pensamentos enviados por todos.
~*~


~~~~~~*~~~~~~
* IMAGEM DESTE SITE *
Retirada do:
http://www.allposters.com/gallery.asp?aid=818876&startat=musicjump%2Easp

~~~~~~*~~~~~~


Caso deseje: deixe seu recado no livro de visitas logo abaixo.
Aliás, aproveite e leia o livro ...


~~~~~~*~~~~~~


“... o amor não deveria ser comprado, vendido, contratado ... o amor deveria ser livre ...”
~*~
~~~~~~*~~~~~~
  • Comuna Libertária (Orkut)
  • MST
  • Midea Independente
  • CAOS
  • Sit Inn
  • Anita Garibaldi


  •  
    Livro de visitas
    Assine meu livro de visitas - Leia meu livro de visitas